Pular para o conteúdo

Fluxo de caixa: o que é e como fazer na sua empresa

Por EFCE · · 8 min de leitura

Fluxo de caixa é o registro de todo dinheiro que entra e sai da empresa, com a previsão dos próximos dias e semanas. Ele responde três perguntas: quanto entrou, quanto saiu e quanto vai sobrar. É a ferramenta que avisa um aperto antes que ele chegue.

Muita empresa vende bem e mesmo assim vive com o caixa apertado. O problema, quase sempre, não é falta de faturamento: é o descompasso entre o dia em que o dinheiro entra e o dia em que as contas vencem. Sem enxergar isso, a empresa passa a depender do saldo do dia, de antecipação e de renegociação.

Fluxo realizado e fluxo projetado

  • Realizado: o que de fato entrou e saiu. É o passado, conferido com o extrato.
  • Projetado: o que vai entrar e sair, com data: contas a vencer, recebimentos combinados, impostos, folha, pró-labore. É o que permite decidir.

Os dois juntos mostram o saldo previsto de cada dia. Quando aparece um dia negativo daqui a três semanas, ainda dá tempo de agir: antecipar uma cobrança, adiar uma compra, renegociar um prazo.

Como fazer o fluxo de caixa da sua empresa

  1. Separe as contas. Fluxo de caixa da empresa só funciona com a conta da empresa. Despesa da casa fica fora.
  2. Liste as entradas previstas. Cada cliente, cada parcela, com a data em que o dinheiro cai, não a data da venda.
  3. Liste as saídas previstas. Fixas (aluguel, sistemas, folha, pró-labore), variáveis (comissões, fornecedores) e impostos.
  4. Agrupe por categoria. Poucas categorias, sempre as mesmas, para comparar um mês com o outro.
  5. Calcule o saldo dia a dia. Saldo de hoje + entradas − saídas. Marque os dias em que fica negativo ou abaixo da reserva.
  6. Confira com o banco. Toda semana, compare o realizado com o extrato. Esse passo tem nome: conciliação bancária.

O que olhar toda semana

Cinco números bastam para enxergar a empresa:

  • quanto entrou na semana;
  • quanto saiu;
  • o que ainda falta pagar no mês;
  • o que ainda falta receber, e quem está atrasado;
  • qual será o saldo nos próximos 30 dias.

O objetivo não é acompanhar dados por obrigação. É entender o momento da empresa e decidir com mais segurança. Quando esses números fazem parte da rotina, o financeiro deixa de ser reação a problema.

Erros que deixam o fluxo de caixa inútil

  • Lançar pela data da venda, não do recebimento. Venda parcelada no cartão entra aos poucos.
  • Esquecer os impostos e as despesas anuais. IPVA, seguro, 13º e férias chegam todo ano, e todo ano surpreendem.
  • Atualizar só quando aperta. Fluxo velho dá falsa segurança.
  • Olhar só o saldo. O saldo mostra o momento; o fluxo mostra o caminho. Veja por que saldo no banco não é dinheiro disponível.

Se o fluxo mostra apertos que se repetem todo mês, o assunto já é outro: capital de giro.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre fluxo de caixa e DRE?

O fluxo de caixa mostra quando o dinheiro entra e sai de verdade. A DRE mostra se a empresa teve lucro no período, mesmo que parte das vendas ainda não tenha sido recebida. Uma empresa pode ter lucro na DRE e caixa negativo, e é o fluxo que avisa isso antes.

Planilha serve para fazer fluxo de caixa?

Serve para começar. O que importa é a rotina: atualizar toda semana e conferir com o extrato. Quando o volume cresce, um sistema financeiro integrado ao banco poupa tempo e evita erro de digitação.

Com que frequência devo olhar o fluxo de caixa?

Toda semana. Olhar só no fim do mês faz as decisões chegarem tarde demais.

Quer o financeiro da sua empresa em ordem?

A EFCE cuida do financeiro de pequenas e médias empresas de serviços desde 2017. Comece por um diagnóstico.

Fale no WhatsApp